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Núcleo de Estudos da História da Música Luso-Brasileira CESEM


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Theatro Comico Portuguez

Edições setecentistas do Theatro Comico Portuguez, das Operas Portuguezas
e das edições avulsas das obras que os constituem
David Cranmer

 

A importância das “óperas” do dramaturgo fluminense António José da Silva, “O Judeu” (1705-39), quer para a história do teatro, quer para a da música, exige que esta figura assuma uma posição de destaque nas investigações dos historiadores da música luso-brasileira. No entanto, qualquer investigação respeitante aos textos em si é dificultada por duas barreiras fundamentais: a questão das edições que foram publicadas – as quais, exactamente, e em que anos – e a de onde estas se encontram hoje em dia.

Deve-se esclarecer antes de mais que a 1ª edição do Theatro Comico Portuguez (TCP), de 1744, era constituída por dois volumes, contendo os textos das oito óperas de António José, três dos quais já haviam sido publicadas em edições avulsas. Houve novas edições do TCP em 1747 e 1753. Em 1746, saíram dois volumes de Operas Portuguezas (OP), com textos de óperas de outros autores, um dos quais já tinha sido publicado numa edição avulsa. Houve uma segunda edição das OP publicada em 1751. Entre os anos 1759 e 1761 saíram todos estes quatro volumes sob o título (já usado) de Theatro Comico Portuguez: os tomos I e II (1759) correspondem às óperas de António José; dos tomos III (1760) e IV (1761) constam as publicadas nas OP. Os quatro volumes foram reimpressos por Simão Thaddeo Ferreira entre 1787 e 1792.

Avaliação crítica de estudos anteriores

Deveríamos poder contar com certas fontes como fiáveis para nos elucidar acerca destas questões, mas nem sempre o são. Por um lado, por exemplo, a bibliografia da História do Teatro em Portugal (séc. XVIII): António José da Silva (o Judeu) no Palco Joanino, de José Oliveira Barata (Algés, Diffel, 1989), um dos contributos mais destacados dos últimos anos para o nosso entendimento de António José, cita quatro edições do Theatro Comico Portuguez como tendo sido editadas por Francisco Luiz Ameno: de 1744, de 1746-1761, de 1753 e de 1759-65. No entanto, embora se perceba, através do Privilégio impresso nas páginas iniciais, que a iniciativa para a publicação da primeira edição (de 1744) veio de Ameno, esta saiu não da sua tipografia mas sim da “Regia Officina Sylviana, e da Academia Real”. A suposta edição de 1746-61 não existe como tal e a de “1759-1765”, como já indicámos, já estava completa em 1761, quando saiu o tomo IV. A primeira edição de Ameno, da sua própria tipografia, foi precisamente esta, de 1759-61.

Por outro lado, as bibliotecas, em alguns casos, são enganadoras na maneira como citam as edições na sua posse. Isso deve-se sobretudo ao hábito, no século XVIII, de completar conjuntos incompletos com tomos de edições posteriores. O conjunto na nossa posse, encadernado em 1841, é típico: inclui os tomos I e III da edição de Simão Thaddeo Ferreira e os tomos II e IV da de Ameno. Na Biblioteca Nacional de Portugal existem dois casos de conjuntos mistos. Os quatro volumes de RES. 793 P. - RES. 796 P. são constituídos pelos dois tomos da edição de 1744 e os III e IV respetivamente de 1760 e 1761; por outro lado, os de RES. 5639 P. - RES. 5642 P. contêm os dois tomos da edição de 1747 e, mais uma vez, os III e IV de 1760 e 1761. Deve ter sido este último caso que levou a Biblioteca Nacional, no catálogo online, a juntar os volumes da 2ª edição e todos os da edição de Ameno numa única entrada, que abrange assim as datas 1747-61, levando o investigador não-prevenido a supor a existência de uma edição com estas datas.

Na edição moderna das obras completas – José Pereira Tavares (prefácio e notas), António José da Silva (o Judeu): obras completas, 4 vols., Lisboa, Livraria Sá da Costa–Editora, 1957 –, o editor dedica a terceira secção do seu prefácio (págs. XXXVII a XLI) à questão das edições e o seu paradeiro, começando com as peças que foram publicadas avulsas e continuando com o Theatro Comico Portuguez. Tinha acesso a edições na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, e na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, para além das na sua própria posse. No entanto, na pág. XLI confessa que «As nossas bibliotecas são muito pobres em edições do Teatro de António José da Silva. Debalde nelas procurámos as edições parcelares do Labirinto, Variedades e Guerras (1736, 1737), bem como a edição de 1753 do “Teatro Cómico Português.”», e ainda «Quanto à edição [das Operas Portuguezas] de 1751, não lográmos encontrá-la em nenhuma biblioteca.»

Contudo, Pereira Tavares não foi o primeiro a preocupar-se com estas questões. Já em meados do século XIX, o historiador e diplomata brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-78), um adepto do teatro de António José, e especialmente de Guerras de Alecrim e Manjerona, no decurso das suas pesquisas sobre este autor, investigou toda a questão das edições setecentistas. Os resultados de todo o seu trabalho foram publicados num artigo intitulado “Antonio José da Silva”, na Revista trimensal de Historia e Geographia ou Jornal do Instituto Historico e Geographico Brazileiro […], Segunda Série, Tomo Segundo, Rio de Janeiro, Typographia Universal de Laemmert, 1847, N.º 5, 1º Trimestre de 1847, págs. 114-124. As suas observações acerca das edições estão expostas numa nota de rodapé extensa, nas págs. 118-119. Citamos, por completo, esta nota:

Quanto ás obras d’este nosso poeta ha engano em attribuirem-se-lhe todos os quatro volumes do Theatro Comico, sendo certo que as do 3.º e 4.º tomos, que em geral só contribuiram a diminuir-lhe o merecimento, quasi todas são conhecidamente de outros auctores. Assim, v. g., o Adolonymo em Sidonia é uma imitação do italiano Alessandro in Sidone publicado nas obras de Zeno; Adriano em Syria é a traducção da opera do mesmo titulo por Metastasio; Filinto perseguido é o Siroe em Seleucia do mesmo Metastasio; os Novos Encantos d’Amor vem em todas as Bibliothecas como uma das obras de Alexandre Antonio de Lima, e verdadeiramente não é mais que uma imitação do hespanhol, &c.
Começamos por mostrar a não originalidade d’estas publicações, para nos justificarmos de que nenhum prejuizo fazemos á memoria de Antonio José quando riscamos estas do catalogo de suas obras, como passamos a fazer, e com provas resultantes de certa confrontação dos prólogos e das edições, que todas vimos não sem dificuldades e dispezas.
Vejamos.
Depois da morte do auctor propôz Francisco Luiz Ameno a imprimir, com o titulo de Theatro Comico, uma collecção de conhecidas peças portuguezas, cujo numero ele reduzia a quarenta e oito; obteve para isso privilegio de dez annos, e publicou em 1744 na officina Sylviana os dous primeiros volumes em 8.º, contendo as operas de Antonio José, precedidos de estampas allegoricas, e promettendo para os 3.º e 4.º volumes Adriano em Syria, Semiramis, Filinto, Adolonymo, Nympha Siringa, &c. Tendo porém alguma demora em cumprir sua promessa, houve outro individuo que em 1746, na officina de Ignacio Rodrigues, publicou estas cinco promettidas peças, e além d’ellas mais três, em dous tomos também de 8.º, com o titulo de Operas Portuguezas.
Ameno reimprimu em 1747 os dous volumes publicados por elle três annos antes; mas teve que mudar o 2.º paragrapho do prologo, que se referia ás peças que havia promettido. No que de novo escreve diz que não poude dar as peças promettidas por haver d’estas auctor vivo, que não consentiu que outro as imprimisse. Do que fica claro não era seu auctor Antonio José, que deixára de existir em 1739, como sabemos. Accrescenta que havendo-se feito d’ellas uma edição (allude aos dous volumes com o titulo Operas Portuguezas, impressas em 1746), se propunha a continuar a coleção com outras operas que nomêa. D’essas operas algumas foram impressas avulsas; mas a collecção não continuou tal; o que succedeu foi em 1751 fazer-se outra edição dos dous volumes de 1746; e em 1753 repetirem-se em terceira edição os dous volumes do Theatro Comico; seguiu-se outra em 1759. Foi esta quarta edição dos dous volumes que pela primeira vez se annexaram em 1760 e 1761, sob a rubrica de tomo 3.º e 4.º do dito Theatro Comico, os mesmos até então 1.º e 2.º intitulados Operas Portuguezas, dos quaes verdadeiramente esta edição foi a terceira. – Uma tal associação de volumes e de titulos repetiu-se na ultima edição, tambem em quatro volumes, feita na officina de Simão Thaddeu Ferreira em 1787, 88, 90 e 92, e n’ella se conservou ainda todo o prologo da edição de 1747, cujo segundo periodo se havia já supprimido n’uma das edições anteriores. Esta vem a ser quinta do tomo 1.º e 2.º e quarta do 3.º e 4.º não fallando nas impressões avulsas. Das edições de cordel possuímos As Guerras do Alecrim, impressas em 1770, 4.º; vindo assim d’esta comedia a existirem pelo menos sete edições. O D. Quixote mereceu as honras de ser traduzido em francez na collecção dos Chefs d’œuvre des théâtres étrangers. Foi traductor o illustre Ferdinand Denis, para sempre benemerito das nossas lettras.

As nossas investigações confirmam para todos os devidos efeitos o que afirma Varnhagen – daí a nossa preferência por homenagear o seu trabalho, citando-o exatamente em vez de o parafrasear, arriscando ofuscar o que ele explica com tanta clareza. Apesar de não ter conseguido localizar qualquer exemplar do TCP na edição de 1753, não hesitamos em aceitar que Varhagen a viu, não apenas por causa do excecional cuidado que demonstra ter tido na recolha e exposição posterior dos seus dados, mas também porque houve, sem dúvida, uma edição entre 1747 e 1759 – senão esta última não teria sido a 4ª impressão, como nos indica a página de rosto dos tomos I e II da edição de Ameno. 

 

Página de rosto do tomo II da edição do Theatro Comico Portuguez de 1759, com a indicação «Quarta Impressaõ» (coleção do autor)

Varnhagen faz referência à lista de óperas com que Ameno propunha continuar a série do TCP, citando os títulos de cinco. Em relação a este ponto, parece-nos importante citar a secção relevante da “Advertencia do collector” exatamente como consta da edição de 1744:

No terceiro tomo, que sahirá em breve, te darey a ler As Firmezas de Proteo, e acasos do seu amor; Adriano em Syria; Semiramis; e Filinto perseguido, e exaltado: no quarto Adolonymo em Sydonia; Endymião, e Diana; Os Amores de Pam, e a Ninfa Syrinx; e ultimamente a de D. Rodrigo. Se experimentar o teu agrado, continuarey este Theatro com as Operas, que se representaraõ no do Bairro da Mouraria desta Cidade, e com outras de Theatros particulares, que todas tenho em ordem, para se poderem imprimir successivamente nos mais tomos, os quaes haõ de conter quarenta e oito Operas Portuguezas, que saõ todas as de que tenho noticia.

As duas óperas As Firmezas de Proteo, e Endymiaõ, e Diana, ambas da autoria do Pe. Fr. Ignacio Xavier de Couto, existem em manuscrito na Biblioteca Pública de Évora, numa coleção que Oliveira Barata (op. cit.) identifica como tendo sido da posse de Francisco Luiz Ameno. No caso de Endymiaõ, e Diana, o manuscrito confirma a sua representação no Teatro do Bairro Alto, em 1740. A passagem citada da primeira edição dá-nos de entender que foi igualmente neste teatro que se encenou As Firmezas de Proteo. Existe na mesma coleção o manuscrito de uma ópera D. Ramiro, muito possivelmente o “D. Rodrigo” referido por Ameno.

Na edição de 1747, como Varnhagen relata, Ameno achou-se obrigado a mudar os títulos ainda a editar:

Tinha determinado continuar este Theatro na fórma que te prometti a primeira vez que foi impresso, ao que naõ pude satisfazer-te por haver Author vivo das Operas que te promettia, e este naõ consentir que outrem se utilizasse do seu trabalho; e como destas se imprimíraõ dous Tomos, alterando a ordem que eu tinha ideado, he preciso advertir-te que para continuar o meu Theatro, fiz nova escolha de outras, que certamente gostarás de lêr.

Como se pode verificar, as mudanças propostas não só se deviam à falta de autorização de um autor vivo, mas também à saída da edição das OP, em 1746, que, por um lado, já publicara cinco dos títulos prometidos por Ameno, tornando-se comercialmente indesejável repeti-los, e, por outro, concretizara a publicação de outras óperas já encenadas no Teatro de Mouraria, que Ameno tinha “ideado” editar num futuro mais distante. Assim, na segunda edição, Ameno prevê:

No terceiro Tomo que sahirá com brevidade, te darei a lêr As Firmezas de Proteo, e accasos do seu amor, Os Triunfos de Cupido contra as vinganças de Venus, Jupiter, e Danae, e Perseo, e Andromeda. No quarto o Avaro, e o Zeloso, Memorias de Peralvilho, A Destruiçaõ de Troia, eEndymiaõ, e Diana. Outras muitas conservo em meu poder, humas ainda não executadas, e outras que já o forão em Theatros particulares, com que voluntariamente te poderei lisongear o gosto, sem que possas obrigar-me pela promessa.

Para além dos dois textos do Pe. Fr. Ignacio Xavier de Couto, desta nova proposta de Ameno a coleção em Évora conserva Os excessos de Perseo, e as infortunias de Andromeda, de Manoel Joaquim Teixeira, assim como Jupiter, e Danae, do Pe. Vicente da Silva, ambos os quais, segundo os respetivos manuscritos, foram representados em teatros particulares. A ópera Memorias de Peralvilho, de “Joseph Maregelo de Osan” [=José Ângelo de Morais], chegou a ser editada por Francisco Borges de Sousa, em 1768 (embora com licenças datadas de 1764).

Ameno nunca chegou a publicar as óperas adicionais que tinha em mente. Só depois do terramoto lisboeta de 1755 acrescentou um terceiro e quarto tomos ao seu Theatro Comico Portuguez, como sempre tinha proposto, mas estes constituem meramente uma terceira edição das Operas Portuguezas de 1746.

O presente estudo

A tarefa que assumimos, para além da avaliação crítica de estudos anteriores, foi a de procurar localizar exemplares das edições setecentistas dos textos que iriam constituir os 4 tomos do TCP, publicado por Francisco Luiz Ameno entre 1759 e 1761, e reimpressos por Simão Thaddeo Ferreira entre 1787 e 1792. As investigações foram realizadas a partir do verão de 2008, sobretudo em bibliotecas portuguesas e através de pesquisas online nos sites de bibliotecas europeias e norte-americanas.

Entre outros aspetos este estudo revela que as edições de Ameno e de Ferreira são relativamente abundantes. Adicionalmente, a de Ameno dispõe-se online na Biblioteca Nacional Digital da Biblioteca Nacional de Portugal: http://purl.pt/12184/2/. Pelo contrário, as edições anteriores ao terramoto de 1755 são todas extremamente raras, estando nenhuma disponível online.

Como já foi referido, antes da publicação das primeiras edições do TCP e das OP, várias das “óperas” que as constituem foram editadas separadamente: da autoria de António José da Silva, Labirinto de Creta, em 1736, com uma 2ª edição ligeiramente diferente em 1740, Guerras de Alecrim e Manjerona e Variedades de Proteu, em 1737, e de Alexandre António de Lima, Novos encantos de amor, também editada em 1737. Com uma única exceção (Guerras, de 1737), é conhecido apenas um exemplar de cada edição, tornando a sua conservação da maior importância.

A única destas óperas a ser reeditada numa edição avulsa após a publicação do TCP foi Guerras de Alecrim e Manjerona, num folheto de cordel, em 1770 – foram encontrados dois exemplares em Portugal.

O único exemplar completo localizado da primeira edição do TCP encontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal (RES. 793 P e RES. 794 P.). Ambos os volumes ostentam as portadas gravadas de Debrié. Um exemplar do tomo II, na British Library, também tem a gravura, enquanto falta aos exemplares soltos do tomo I na Biblioteca Nacional (C. G. 8369 P.) e na Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Da primeira edição das OP foram localizadas dois exemplares completos, em Coimbra e em Mafra. Quanto às segundas edições, existem um exemplar do TCP de 1747 em Lisboa e outra em Ann Arbor, nos EUA; o único exemplar das OP de 1751 encontra-se em Londres. Como já foi referido, desconhecemos o paradeiro de qualquer exemplar da terceira edição do TCP, referido por Varnhagen como sendo de 1753.

Nos elencos de edições que se seguem (I Edições de obras avulsas  e II Edições do Theatro comico Portuguez e das Operas portuguezas) com as instituições que as possuem, foram usadas sempre que possível as siglas habituais da RISM. No entanto, para facilitar o trabalho de todos os investigadores, foi acrescentada num link (Siglas usadas) a lista destas abreviaturas junto com a instituição a que correspondem.

Pedimos aos colegas que tenham conhecimento de outros exemplares de qualquer destas edições (especialmente no Brasil) que entrem em contacto connosco (cranmer@netcabo.pt), para que se possa acrescentar esta informação. Qualquer contributo será mencionado aqui.

Para já, gostaríamos de agradecer às instituições e indivíduos que contribuíram na recolha dos dados aqui expostos: a Biblioteca do Teatro Nacional Dona Maria II; a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra; a Fundação Jorge Álvares/Espólio Filipe de Sousa, Alcainça, Mafra; a Sala Dr. Jorge de Faria, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Juliet Perkins; Rogério Budasz; Rosana Marreco Brescia.

Lisboa, Maio de 2009.


I Edições de obras avulsas


II Edições do Theatro comico Portuguez e das Operas portuguezas



Siglas usadas

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